terça-feira, 9 de abril de 2013

Será que devemos abordar o chefe? Será que vale os "supostos" riscos?

É impossível dizer que problemas pessoais não afetam o dia a dia no trabalho. Seja por morte na família, separação, dívidas que se acumulam, sobretudo no início do ano, quando os gastos se triplicam com IPTU, IPVA e matrícula da escola dos filhos. A matrícula fica longe e a produtividade cai, logo o desempenho profissional é afetado. Muitas empresas criaram programas de apoio ao funcionário, com o intuito de ajudar àqueles que passam por situações difíceis.
Dados da consultoria Towers Watson mostram que essa prática vem se firmando nos últimos anos, sendo que das 168 companhias ouvidas no país, 27% delas têm o programas como esses. A ideia desses programas é preservar a identidade daqueles que não se sentem confortável em falar com o chefe e evitar a perda de produtividade no trabalho.
Quando não há uma política definida que permita contar os problemas pessoais, o que fazer? Será que vale a pena levá-los á mesa do chefe?
O primeiro passo a ser tomado é descobrir o perfil do chefe, se há espaço para contar ou não. Se há espaço, a dica é ser mais franco e transparente possível. Expor uma questão pessoal ao superior é mostrar uma fragilidade sua, mas por outro lado também mostra seu grau de maturidade para entender que o problema acaba atrapalhando seu trabalho ou até sua relação com seus colegas e com o próprio chefe. Proponha uma solução quando falar com o gestor, como pedir pra sair mais cedo para resolver o que precisa.
E se o chefe não der espaço? Então a recomendação é procurar o departamento de recursos humanos, eles irão fazer o meio de campo, de acordo com especialistas. E mesmo quando há espaço para falar com o chefe, é preciso tomar alguns cuidados, como jamais entrar em muitos detalhes sobre o que está acontecendo. A exposição desnecessária da situação pode resultar em uma reação adversa. Mostrar que as dívidas foram contraídas por falta de controle, por exemplo, pode acabar dando a impressão de que o profissional é desorganizado. Não justifique suas faltas porque está sem cabeça para administrar a situação.

Uso de redes sociais no trabalho aumenta a produtividade da empresa?

"Usar redes sociais no trabalho diminui a produtividade, certo? Errado. Pelo menos é o que afirma uma pesquisa académica sobre o tema feita pela Warwick Business School, no Reino Unido.

Segundo um artigo no site Bloomberg Businessweek, usar ferramentas como o Facebook, Twitter, LinkedIn ou Skype para conversar também capacita os funcionários para responder mais agilmente aos clientes e converter isso em bons resultados. É o que diz Joe Nandhakumar, professor de sistemas de informação na Warwick Business School.
Nandhakumar e a sua equipa de pesquisa atribuem esse aumento de produtividade a algo chamado de «teoria da co-presença virtual», ou seja, uma capacidade de colaborar com os outras pessoas que estão longe em tempos curtos e em sessões produtivas para resolver problemas ou realizar tarefas.
Outros benefícios apontados são uma maior colaboração entre os colegas de trabalho e manter as empresas digitalmente experientes o suficiente para competir por jovens talentos.
Nandhakumar e a sua equipa estudaram uma grande empresa de telecomunicações europeia que usou o Skype, Facebook e Twitter, entre outros, para comunicar com os clientes existentes e potenciais consumidores em várias tarefas. Na maioria dos casos, os funcionários foram capazes de realizar mais vendas e atender mais clientes.
Outra pesquisa feita no ano passado pela consultora Power+Formula mostrou a força de conectividade de uma rede social. Segundo o estudo, 20% dos utilizadores do LinkedIn têm mais de 500 contactos, e 70% têm mais de 100. O motivo principal para o uso da rede social (76,9% dos utilizadores) foi encontrar pessoas e empresas.
Contudo, o pesquisador Nandhakumar reconhece a resistência corporativa para as redes sociais, principalmente pela preocupação de que estas representam potenciais violações de segurança e possam ser vulneráveis a ataques de hackers."